MCLG Advogados Associados

perfil
 
31.07.2010

Colisão no atracadouro

Travessia não será prejudicada devido a acidente, diz Dersa


O diretor de operações da Dersa, Nelson El Hage, declarou neste sábado que a travessia de balsas entre Santos e Guarujá não será paralisada em função do acidente envolvendo o cargueiro Nena A, de bandeira panamenha, que nesta madrugada atingiu um atracadouro.








A estrutura, de acordo com ele, deverá ser reconstruída, pois foi bastante danificada. Para avaliar os danos causados, uma equipe de engenharia da empresa já havia sido enviada ao local na manhã deste sábado, para começar as avaliações.

“Precisamos verificar como estão as colunas de sustentação. Acredito que teremos um diagnóstico na próxima semana”, afirmou, garantindo que a travessia não vai precisar se paralisada durante as obras. Vamos ficar com o um atracadouro a menos, ou seja, com o mesmo número de gavetas que tínhamos antes de entregar este, que foi construído para ter uma oferta de capacidade maior”, lembrou.

Construído em aço e concreto, com 40 metros de comprimento e 15 metros de largura, o novo atracadouro custou cerca de R$ 8 milhões e foi entregue em 1º de dezembro de 2009.

O acidente

O acidente ocorreu um ano após um outro, envolvendo um navio de bandeira de Hong Kong que deixava o Porto de Santos. Às 1h48 deste sábado, o Nena A colidiu com o recém-reformado atracadouro da balsa, na margem de Guarujá.

A batida aconteceu quando o navio deixava o Porto de Santos com destino a Vitória (ES), depois de desembarcar 18.900 toneladas de trigo a granel entre os armazéns 13 e 14 do complexo. O Nena A, que teve como procedência Vancouver, no Canadá, chegou ao cais santista no último dia 26. Ele é agenciado pela Rocha Top Terminal e Operadores Portuários.

Uma das maiores embarcações da Dersa, a FB-23, que estava no local, não foi atingida. De acordo com dados divulgados pela concessionária, ninguém ficou ferido e a estrutura ficou danificada.



No momento do acidente, segundo informações da assessoria de comunicação da Dersa, as travessias estavam suspensas devido às más condições de visibilidade.

Desde as primeiras horas da madrugada o sistema havia sido interrompido por ordem direta dos comandantes das balsas, que disseram não ter condições seguras de continuar operando o sistema normalmente. O canal do Porto de Santos, no entanto, continuou aberto para o tráfego de navios.

Segundo o Capitão dos Portos de São Paulo, Antônio Sérgio Caiado de Alencar, a névoa que encobria alguns pontos do canal não impedia o fluxo dos navios no início deste sábado, mas por volta das 3 horas foi determinada a suspensão total de embarcações em função da densa neblina. O acidente suspendeu o tráfego somente por alguns minutos e não foi a causa determinante para o bloqueio do
Canal do Porto.

De acordo com Alencar, o acidente pode ter sido ocasionado devido às condições meteorológicas, já que pouco antes da ocorrência, por volta das 3 horas, o canal de navegação do Porto foi fechado pela Autoridade Marítima em função da neblina. A liberação do trecho ocorreu em torno das 8 horas.

Um inquérito sobre o acidente de navegação, ainda segundo o capitão, foi aberto e as circunstâncias da colisão estão sendo investigadas. O navio foi retirado do local do acidente e será retido por pelo menos dois dias para averiguação dos danos, que, a princípio, não foram graves. Ele está atracado ao lado das Ilha das Palmas.

A Praticagem de Santos foi procurada pela reportagem de A Tribuna On-line, mas não quis se pronunciar sobre o assunto, uma vez que aguarda o paracer da Capitania dos Portos.