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27.06.2007

PF identifica ladrões de contêiner

  A Polícia Federal (PF) identificou ontem os cinco homens detidos na manhã de segunda-feira, no Porto de Santos, após terem sido flagrados tentando transferir mercadorias de um contêiner cheio para um cofre vazio.
  Segundo o delegado Marcelo João da Silva, que está no comando das investigações, dez homens chegaram a ser levados à sede da PF, no Centro, para averiguações. No entanto, ainda de acordo com Silva, somente cinco teriam participado da ação, ocorrida a bordo do navio alemão MSC Lausanne, atracado no Terminal de Contêineres (Tecon) do porto.
  Serão investigados Francisco Chagas da Cunha, José Valter dos Santos, George Brito Gonçalves, Rogério da Silva e Alessandro Roberto Rocha. Conforme informou o delegado, os suspeitos, todos trabalhadores portuários, são reincidentes nesse tipo de crime. Os cinco foram transferidos para a Cadeia Pública de Guarujá, onde aguardarão a conclusão do inquérito.
  O delegado, no entanto, não acredita que as investigações terminem em 15 dias, como determina a lei. Nesse caso, será solicitada a prorrogação do prazo.
PERÍCIA
A operação foi descoberta por agentes da Guarda Portuária (Gport) graças a imagens captadas pelo Centro de Comunicação e Controle (CCCom) da Companhia Docas. A unidade armazena os filmes das operações portuárias conforme determinam as regras do ISPS Code, o código internacional de segurança em portos e terminais.
  Pelas imagens, os agentes da Gport notaram que o grupo manuseava caixas soltas a bordo do navio, o que é proibido. Suspeitando de irregularidades, eles entraram em contato com a PF.
  Ao chegar ao local, os policiais constataram que os homens faziam a transferência de parte da mercadoria de um contêiner cheio para outro vazio. Segundo o delegado que preside o inquérito, um laudo pericial feito a bordo indicou que o lote retirado continha de 50 a 90 caixas de uísque.
  Ainda de acordo com João da Silva, apesar das imagens, nenhum dos suspeitos confessou a autoria do crime. ‘‘Eles todos disseram que não sabem de nada, que não viram nada. Um deles, inclusive, disse que só vê aquilo que o interessa’’, afirmou o delegado.

Fonte: Redação: Jornal A TRIBUNA