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03.06.2008

Operação com cargas especiais deverá crescer 65% este ano

As cargas especiais ou superdimensionadas vão garantir o crescimento das operações dos navios ro-ro até o final deste ano. Os embarques e desembarques dessas mercadorias deverão aumentar em torno de 65%, minimizando a queda de cerca de 8% na movimentação de veículos.

Segundo operadores portuários do cais santista, o fortalecimento das operações de produtos especiais irá ocorrer como consequência da própria expansão econômica do País. Neste cenário, que tem favorecido a ampliação e o reaparelhamento das indústrias, essas empresas aproveitam a desvalorização do dólar americano frente ao real para adquirir máquinas estrangeiras.

No ano passado, os volumes especiais somaram 265 mil toneladas. Neste ano, a expectativa é que passem pelo Porto de Santos em torno de 440 mil toneladas deste tipo de mercadoria, como pás eólicas e usinas desmontadas.

De acordo com o diretor da Deicmar, operadora com atuação nesse segmento no Cais do Saboó, Gerson Foratto, os contêineres que também são operados nos ro-ro devem apresentar crescimento de quase 80%. Em geral, estes cofres carregam partes complementares às cargas especiais superdimensionadas.

No ano passado, o cais santista movimentou 10,3 mil contêineres embarcados ou desembarcados em cargueiros ro-ro. Para este ano, em todo o complexo, conforme estimou Foratto, devem ser operados 18 mil contêineres. “O País está crescendo, trazendo a importação de máquinas. Quem compra uma (empilhadeira) reach-stacker vai utilizar o ro-ro”, avaliou o diretor da Deicmar.

Veículos

Após se recuperar em 2007 de um mau desempenho em 2006, Santos deve fechar sua movimentação de automóveis novamente em baixa. De acordo com Gerson Foratto, a previsão é que sejam transportados apenas 280 mil veículos até dezembro próximo. No ano passado, o porto registrou os embarques e desembarques de 292 mil autos, 55 mil a mais que no exercício anterior.

Do volume previsto para este ano, Foratto acredita que a média operacional das duas margens seja mantida. Segundo ele, o lado santista do porto permanecerá com 60% das operações, enquanto o guarujaense, 40%.

A Codesp prevê que a movimentação de veículos no cais deverá cais 5%. A estimativa é baseada em dados da Associção Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.