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28.10.2008

Coimex se associa a fundo em terminal de Santos

O Grupo Coimex se associou ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. A parceria permitirá o aporte de R$ 450 milhões no capital social do Terminal Embraport, instalação multiuso em fase de construção na Margem Esquerda do porto, na Área Continental de Santos.

O acordo foi fechado na última semana, segundo informou o vice-presidente do Grupo Coimex, Orlando Machado Júnior. Ele esteve em Santos ontem e se reuniu com o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, que também estava na Cidade para inaugurar a sede do Centro de Excelência Portuária (Cenep).

De acordo com o empresário, o próprio grupo buscou o fundo de investimento para propor a parceria no terminal, considerado o maior empreendimento portuário privado do País. Nos últimos anos, a holding vinha procurando parceiros para o investimento, chegando a negociar inclusive com a armadora holandesa Maersk Line.

O FI-FGTS foi criado pelo Governo Federal no ano passado, ao mesmo tempo em que foi lançado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Destinadoà realização de investimentos em infra-estrutura, o fundo é formado por recursos de trabalhadores, que podem destinar até 80% do seu FGTS aos projetos escolhidos pela Caixa Econômica Federal.

Machado Júnior afirmou que, apesar da associação, os recursosliberados para o terminal não serão utilizados na sua construção. Todo o montante disponibilizado pela Caixa formará o capital social da Embraport. Ele não quis precisar qual será a cota do fundo na estrutura societária da empresa e nem qual o capital atual.

Questionado por A Tribuna se a parceria foi firmada devido a problemas financeiros que estariam ameaçando o empreendimento, o vice-presidente negou. "Achamos importante ter um parceiro no projeto".

O investimento previsto no terminal é da ordem de US$ 500 milhões. O capital será utilizado na construção de uma área de 800 mil metros quadrados e 1,1 quilômetro de cais acostável, ao lado da Ilha Barnabé, onde está parte dos terminais de granéis líquidos do Porto de Santos.

O complexo multiuso terá capacidade para operar 1,2 milhão de contêineres, 200 mil veículos, 2 milhões de toneladas de granéis sólidos vegetais e até 5 milhões de metros cúbicos de granéis líquidos, especialmente álcool. O Embraport poderá movimentar 10 milhões de toneladas por ano.

Segundo Machado Júnior, o prazo para o término da construção e o início da operação não foi alterado. Ele previu que, em pouco mais de dois anos, será possível atracar o primeiro navio no terminal.

Atualmente, somente o aterro hidráulico, que servirá de base ao piso do terminal, foi construído. A estrutura é necessária porque a instalação fica em uma área de mangue. Machado Júnior explicou que, no momento, técnicos da empresa estão avaliando a resistência do aterro, para saber se suportará o peso das cargas, galpões e tanques.