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13.11.2008

Roubo de cargas nas estradas da região cai 16%. No Estado, sobe 11%

Os roubos de cargas nas rodovias da região, que ligam o Porto de Santos à Capital e aos trechos Sul e Norte do litoral paulista, caíram 16,6% entre janeiro e setembro deste ano, comparando com o mesmo período no ano passado, segundo levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp). O índice vai na contramão do Estado em geral, onde as ocorrências cresceram 11,29%.

Nos primeiros três trimestres do ano, houve apenas cinco casos registrados nas estradas da Baixada Santista. Em todo o ano passado foram oito ocorrências. Mas, considerando somente os nove meses iniciais, foram seis roubos de cargas que estavam sendo transportadas pelas estradas locais.

Dos cinco casos contabilizados este ano, três aconteceram na Rodovia SP-55, no trecho entre Peruíbe e Bertioga. Os outros dois foram registrados na Via Anchieta.

Os números identificados pelo Setcesp são totalmente adversos da situação verificada nas demais rodovias paulistas. Até o terceiro trimestre foram 782 registros ou 86,88 por mês. Em 2007, esse total chegou a 1.024, com uma média menor, de 85,33 por mês. Mantendo-se esse ritmo, o balanço de 2008 deve ser fechado com pelo menos 20 ocorrências a mais que o do exercício anterior.

Conforme explicou o assessor de segurança do Setcesp, coronel Paulo Roberto de Souza, embora não seja o ideal, posto que ocorreram cinco delitos, o resultado da Baixada Santista é "altamente favorável". "É seguramente o menor índice de roubo de cargas em rodovia de todo o Brasil. Enquanto o aumento é generalizado e, no Estado de São Paulo, esses roubos cresceram muito, principalmente depois de julho, a Baixada Santista se coloca como exemplo nacional".

Souza avaliou que o desempenho da região no ranking deste tipo de crime é positivo graças à força-tarefa desenvolvida há cerca de três anos na região. Liderada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), a frente conta com a participação efetiva das polícias Militar, Civil e Rodoviária Estadual.

Juntas, as quatro instituições criaram um sistema de comunicação que funciona praticamente em tempo real. Com ele, as transportadoras conseguem informar os roubos imediatamente e as forças policiais, que tem identificadas as possíveis rotas de fuga, podem interceptar os ladrões ou até mesmo coibir o assalto.

"Esse, talvez, seja o que no momento há de melhor para ser feito no Estado. Nas rodovias da Baixada Santista esse problema já foi praticamente eliminado", disse o assessor de segurança.

CONTÊINERES

Os roubos que aconteceram nas estradas locais foram de caminhões que transportavam contêineres carregados com produtos de alto valor agregado, como artigos eletrônicos. De acordo com Souza, essas cargas estavam a caminho do porto para exportação ou tinham sido recém-desembarcadas e seriam entregues aos seus compradores.

Em geral, esse tipo de roubo ocorre durante a noite, disse o assessor de Segurança, pois é o momento em que os ladrões aproveitama parada dos caminhoneiros para descanso, em locaiscomo postos de combustível, para atacá-los. Entretanto, ele contou que há situações em que os bandidos emparelham umoutro veículo com o caminhão e o invadem. "Como a viagem de São Paulo ao Porto de Santos é curta, em torno de 80 quilômetros, o motorista não pára, então o marginal acaba tomando o veículo mesmo em movimento".