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26.11.2008

Porto de Santos também pode ser prejudicado por situação em Itajaí

Mesmo sendo um dos destinos dos navios que são desviados do Porto de Itajaí, o Porto de Santos também pode ser prejudicado por causa das chuvas que inundaram parte do estado de Santa Catarina nos últimos dias e que resultou na paralisação das operações no complexo portuário.

 


O vice-presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, disse que a crise econômica mundial faz com que as empresas mantenham suas cargas nos armazéns por um tempo maior, esperando a baixa do dólar. Dessa forma, a recepção de embarcações não programadas deve esgotar ainda mais a capacidade dos armazéns, prejudicando a programação do Porto de Santos.

 

Roque informou que os principais destinos dos navios desviados são os portos de Imbituba e São Francisco do Sul, ambos em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná.  

 

Até o momento, pelo menos três navios previstos originalmente para atracar em Itajaí foram desviados para Santos. Tanto as agências marítimas quanto as autoridades portuárias não confirmam os nomes das embarcações nem as mercadorias transportadas.
 
Situação

 

A Autoridade Portuária do local informou que as operações no porto permanecem suspensas. A água ainda está cinco metros acima do nível do mar. Mergulhadores precisam fazer a sondagem e a batimetria para verificar a profundidade e a existência de entulho e, até mesmo, carros no fundo do Rio Itajaí-Açú, utilizado para o acesso aos terminais. 

 

Técnicos do Instituto Militar do Exército (IME) e da Secretaria Especial de Portos (SEP) irão à cidade para avaliar os danos causados ao complexo marítimo e quando suas operações poderão ser retomadas. A previsão é que as atividades portuárias continuem suspensas no local até sexta-feira.

 

Três dos quatro berços público do porto de Itajaí (os de número 1, 2 e 3) desmoronaram pela força das águas. Trechos do cais foram destruídos e o Armazém 2 corre o risco de ruir. O berço 4 aparentemente não foi danificado. Entretanto, é preciso uma avaliação mais detalhada para descartar impactos na estrutura.

 

O Porto de Navegantes (Portonave), que fica na outra margem do rio, não foi atingido por causa da sua posição geográfica. Mas as atividades também estão suspensas no local, onde estão ancoradas as embarcações pesqueiras.

Fonte: Redação - ATRIBUNA