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12.01.2009

Ferrovia projeta crescimento de 17% na movimentação de cargas

A América Latina Logística (ALL), concessionária do serviço ferroviário no Porto de Santos, projeta um crescimento de 17,6% no total de mercadorias transportadas em vagões, no cais, até o final do ano. O cálculo baseia-se no aumento da capacidade de carga das composições, que poderão carregar até 8 mil toneladas graças à implementação de novas tecnologias.

 

No ano passado, a empresa descarregou 17 mil vagões nos terminais do porto. Em 2009, a expectativa é que este total chegue a 20 mil. Se a movimentação total do complexo permanecer estável, a concessionária promoverá um aumento na participação do modal ferroviário frente ao rodoviário.

 

Esse crescimento será possível com o transporte de composições formadas por até 80 vagões, arranjo que já está sendo testado. O limite anterior era de 62 vagões, que poderiam transportar até 6,1 mil toneladas.

 

Segundo a empresa, a nova capacidade será atingida com o uso de locomotivas operadas por controle remoto, via rádio, que serão inseridas entre os vagões e comandadas pelo maquinista do carro principal, a até 700 metros de distância. As composições serão movidas por mais locomotivas e, consequentemente, poderão reunir mais vagões.

 

Das 900 máquinas compradas pela ALL, duas estão sendo utilizadas no trajeto até a Baixada Santista.

 

O condutor do Locotrol ­ como são conhecidas as novas locomotivas ­ terá maior controle sobre a frenagem e a potência da composição. Segundo a ALL, o equipamento reduz em 30% a distância necessária para frenagem e aumenta em 60% a eficiência e o controle do trem.

 

Para o gerente de Engenharia e Operação de Trens da ALL, Luiz Carlos Hohmann, a medida permitirá economia de tempo, aumento de produtividade e maior segurança. Ele estima também uma redução no tempo necessário para a chegada da carga até o cais santista. "Creio que do Alto Araguaia (MT) até Santos vamos ganhar quatro horas. Hoje são necessárias 32 para esse trajeto".

 

O gerente adiantou que a empresa deve ousar ainda mais até a metade do ano e passar a operar com trens de 12 mil toneladas. "Vamos começar a testar composições maiores antes do período de safra. Entre março e setembro, quando ocorre a colheita, pretendemos operar normalmente esse volume de carga".

 

O grosso das operações da ALL resume-se ao transporte de açúcar do interior de São Paulo e de soja e milho de Mato Grosso, até o Porto de Santos.

 

INVESTIMENTOS

 

Até o final deste mês, a concessionária deve encerrar o programa de intervenções e investimentos previstos em suas instalações no Porto de Santos. Hohmann adiantou que os pátios do Valongo (Santos) e de Conceiçãozinha (Guarujá) terão que ser readequados para receber as composições mais longas.

 

A estimativa de investimento da ALL para este ano é de R$ 600 milhões, compreendendo toda sua malha ferroviária e os pátios do Sudeste e do Centro-Oeste do País.