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30.01.2009

Informatização agiliza transporte de cargas

Em um momento no qual a agilidade e a segurança são alguns dos principais anseios das empresas que trabalham com transporte de mercadorias, a informatização de documentos, como a nota fiscal e o conhecimento técnico, necessários para a movimentação de produtos, aparece como uma mudança positiva no processo logístico.


"Quem compra um produto hoje não corre o risco de adquirir uma mercadoria e apenas daqui a seis meses descobrir que a mesma era roubada e que havia recebido uma nota fria, provavelmente feita em uma gráfica clandestina", afirmou o diretor comercial e de Operações da NFe do Brasil, Marco Zanini, durante um fórum organizado pela empresa, ontem, em Santos, para esclarecer alguns aspectos da implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e do Conhecimento Técnico Eletrônico (CT-e).

O sistema, criado pela Receita Federal em parceria com as secretarias de Fazenda dos estados, deverá ser implantado obrigatoriamente por todas as empresas. O prazo varia de acordo com o segmento de cada uma.

As primeiras, cerca de 500 do ramo de combustíveis líquidos e fabricantes e distribuidores de cigarros, aderiram ao projeto em abril passado. Em dezembro, foram mais 12 mil companhias, incluindo as de bebidas alcoólicas e a indústria automobilística. "Para este ano esperamos que mais 150 mil adequem o seu serviço. Cerca de 40 mil em abril e 90 mil em setembro. A expectativa é de que, até 2012, um milhão esteja pronta", disse o diretor.

Zanini explicou que o método adotado pelo Governo, que permite a inserção das empresas no sistema em grupos, possibilita a todos estarem devidamente estruturados do ponto de vista tecnológico. "Tanto o contribuinte como o Governo precisam se organizar para essa transição entre o papel e o arquivo eletrônico. Todos devem estar prontos para essa comunicação que envolve sobretudo computadores e internet".

O novo sistema torna possível às secretarias fazendárias terem uma visibilidade instantânea da emissão das notas fiscais, ou seja, acompanharem on line tudo o que foi vendido pela empresa, já que o registro das notas é feito eletronicamente.

Segundo Marco Zanini, atualmente, o sistema oferecido pela NFe faz a avaliação dos dados que serão encaminhados às pastas estaduais, para que não haja risco de serem enviados incorretamente.