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22.09.2009

Porto de Santos quer ampliar operação durante a noite

Com os gargalos de infraestrutura de acesso no Porto de Santos em fase de superação, as atençõesse voltamagoraparaaagilização das operações nos terminais do complexo. O principal foco, então, passa a ser a otimização das entregas e dos recebimentos de contêineres nas instalações de cais, que atualmente se concentram em horário comercial, fator que compromete aeficiência das operações.

 
Essa distorção no período de atendimento ­ oficialmente o Porto trabalha 24 horas ­ tem vários responsáveis, da burocracia dos órgãos públicos aos usuários do setor. Mas, em resumo, essa falha logística só aumenta os riscos de demora no atendimento, os custos e os congestionamentos nos acessos portuários.
 
O início deste debate vem sendo provocado pelo secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos e presidentedo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Sérgio Aquino. Ele expôs o assunto pela primeira vez no Santos Export 2009 ­ Fórum Nacional para a Expansão do Porto de Santos. Iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e realização da Una Marketing de Eventos, o seminário foi realizado no mês passado.
 
Segundo Aquino, os terminais começam a "ficar às moscas" depois das 20 horas. Apenas os caminhões que chegam à tarde ou ainda permanecem na fila de entrada são o motivo para a manutenção dos serviços. A partir das 22 horas, a ociosidade é inevitável.
 
"No segmento contêiner, os usuários não utilizam o período noturno e nem mesmo finais de semana e feriado. Mas a estrutura está lá, ligada, esperando para a operação. Nos granéis sólidos e líquidos é diferente. Eles trabalham de uma forma contínua, de maior regularidade", argumentou.
 
Aquino quer fomentar essa discussão para que os próprios usuários expliquem o motivo das operações em horário comercial. "Aparentemente, isso continua assim porque a carga em uma fila não gera custo, sobrestadia. Então, mesmo que errado, o setor entende que é melhor concentrar (as operações) em um período".

FISCALIZAÇÃO 24 HORAS

O secretário municipal e presidente do CAP ainda afirmou que torna-se vazio o discurso sobre a atuação dos órgãos de fiscalização no setor portuário durante todo o dia. "Quando tivermos fluxo funcionando 24 horas, a fiscalização terá que ocorrer, porque a Autoridade Portuária, os terminais e os operadores já estão 24 horas à disposição".
O secretário municipal e presidente do CAP ainda afirmou que torna-se vazio o discurso sobre a atuação dos órgãos de fiscalização no setor portuário durante todo o dia. "Quando tivermos fluxo funcionando 24 horas, a fiscalização terá que ocorrer, porque a Autoridade Portuária, os terminais e os operadores já estão 24 horas à disposição".
 
Atualmente, órgãos como a Alfândega, a Anvisa e o Serviço de Vigilância Agropecuária trabalham em regime de plantão à noite. Essa opção é alvo de críticas dos usuários, mas sempre rebatidas pela ausência de volume que justifique a indicação de equipes durante o período noturno.
 
"Entendo que, enquanto os usuários não distribuírem as entregas e as retiradas de contêineres por 24 horas, eles não têm como exigir. A Alfândega, por exemplo, não poderá fazer a parametrização duas vezes por dia, em horário comercial. A Aduana terá de fazer (a parametrização) mais vezes, em um período maior".

O secretário municipal e presidente do CAP ainda afirmou que torna-se vazio o discurso sobre a atuação dos órgãos de fiscalização no setor portuário durante todo o dia. "Quando tivermos fluxo funcionando 24 horas, a fiscalização terá que ocorrer, porque a Autoridade Portuária, os terminais e os operadores já estão 24 horas à disposição".