MCLG Advogados Associados

perfil
 
26.11.2009

Pedro Brito assina ordem de serviço de dragagem de aprofundamento

O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, assinou na manhã desta quarta-feira a ordem de dragagem de aprofundamento do canal de navegação do Porto de Santos, informou o repórter Diogo Caixote, diretamente do 1º Congresso Nacional de Conselheiros de CAPs (Conccap), que acontece no Teatro Guarany, em Santos. Em discurso, o ministro exigiu que a obra comece "imediatamente".



O ministro determinou também que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) defina ainda hoje a data de chegada das dragas – navio adaptado com equipamento próprio para retirada de lama do leito de rios e mares.

A obra, orçada em R$ 199,5 milhões, é considerada a mais importante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor portuário. Ela permitirá o rebaixamento do Estuário de Santos dos atuais 13,3 metros (em média) para 15 metros. Isso possibilitará que o complexo santista receba navios maiores, com capacidade para até 9 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), e se torne um porto concentrador de cargas.

Atualmente, o Porto recebe navios com média de 5.500 TEUs.

O conceito de porto concentrador de cargas, difundido a partir da Europa, gera economia de escala. Consiste no acesso de navios carregados de carga, oriundos de outros mercados, com escala em apenas um porto dentro de um país.

Essas cargas são distribuídas internamente a partir desse porto, seja pelo modal ferroviário, seja pelo aquaviário, por meio de cabotagem. Com este modelo em prática, cai o custo das rotas internacionais para os armadores. O motivo é que as viagens tornam-se mais curtas, já que eles não precisam escalar em vários portos dentro de um mesmo país.

Segundo o ministro Pedro Brito, a dragagem deve aumentar em 30% a capacidade operacional do Porto de Santos, que hoje é de 110 milhões de toneladas por ano.